quarta-feira, 11 de abril de 2012

...escape

Eu ando falando tanta coisa ultimamente, que esse blog voltou como uma válvula de escape. Escape, já ouviu falar? De acordo com <http://www.dicionarioweb.com.br/>, escape (es-ca-pe): s. m. - Ação de escapar. Fuga; evasão. Refúgio. Orifício por onde saem os gases queimados dos motores de explosão. Tubo de escape, tubo de escapamento de gases.

Vamos nos apropriar, portando, das opções "fuga, refúgio, evasão". Escrevendo aqui, deixo de postar em redes sociais, onde o arrependimento com certeza virá. Ou então opto por não escrever demais sobre tantas bobagens que fazem parte de meus pensamentos. E, se você já leu algo aqui, sabe bem do que estou falando. Difícil não notar. Fuga também porque eu me refugio do que eu não quero sentir, e esqueço por um momento, para que em hora alguma as interpretações sejam equivocadas. Mesmo que elas realmente sejam. Não em virtude de interpretarmos errado, e sim porque elas não deveriam ser, e são. Deu para entender?

O importante, em resumo, é que é escape. E também deixo de me mostrar inteira e demasiadamente às pessoas que eu desconheço, e só estão lá para "desvendar".

A quem eu estou enganando? Eu quero evitar é me envolver. E amar. 

...sobre a legalização do aborto de anencéfalos

Eu sei, complicado.
Se você me perguntasse, eu, como católica que sou, deveria responder: "mas é claro que sou contra!" Aí você escuta o processo, relatório (ou seja lá o que for, não entendo nada de Direito) do relator do caso e ministro Marco Aurélio, tão bem fundamentado, explicando exatamente porque ele é a favor e falando sobre prolongar o sofrimento de mães, que, de fato, nunca chegarão a ser mães. A probabilidade de sobrevida desses bebês no meio extra-uterino é praticamente zero, senão, poucos meses de vida. É cruel fazer uma mãe passar pelo sentimento de ver seu filho nascer morto, ou perdê-lo durante a gestação, ou ainda, ter que enterrá-lo assim que ele vier ao mundo, certo? Ao invés de berço, um caixão. Essa discussão toda me parece justa, sinceramente. Eu, como futura mãe que espero ser, imagino (mesmo que não chegue perto do sentimento) a dor que uma mulher (e uma família inteira) devem sentir ao passar por uma situação dessas. Difícil. Cruel. Desumano? Usem as palavras que quiserem, pensem o que quiserem. Eu compreendo isso tudo. Eu concordo até, é muito sofrimento, e pode mudar para sempre a cabeça dos pais envolvidos. Pode destruí-los.
Mas por mais que eu entenda isso tudo, mantenho minha posição, não exatamente por ser católica, nem nada do tipo. Eu posso não sentir o que as mães sentem, posso não entender a amplitude de tudo, posso estar errada, podem dizer que sou até desumana. Mas aprovar a morte de alguém, sinceramente, eu não consigo aceitar. E é isso que eu realmente não entendo. Pode ser uma vida incompleta, sem expectativas, sem esperanças, sem futuro. Podem dizer o que quiserem para defender a legalização. Mas ainda assim é uma vida. Eu não tenho direito de tirá-la. E você também não tem.




Mas o que for para ser, será. É o que eu sempre digo.

...pergunta

Você já parou para se perguntar o porquê do plano de fundo?

Eu sei.

...memórias

Eu acho tão curioso. Meu texto lá no comecinho, sobre escolhas.

Àquela época, minha vida era um ponto de interrogação gigantesco, na qual, a cada dia que se passava, eu só conseguia acrescentar mais dúvidas e questionamentos.

Hoje, quando olho para trás, vejo com clareza porque precisei passar por três cursos superiores. A resposta é tão simples, que fico imaginando porque, naquele momento, parecia tão difícil de se encontrar: para ter certeza.

Se eu não tivesse vivido tudo aquilo, tanta loucura de falta de tempo, de ir para três universidades no mesmo dia, sair de casa oito da manhã e voltar dez da noite, nunca teria certeza, acredito eu. Pois eu não teria tentado algo diferente, nem havia explorado todas as minhas aspirações e sentimentos. Hoje eu tenho. Fazer diferente? Claro que teria feito! Deixei passar tanta coisa importante no meu crescimento profissional, mas isso tudo faz parte do aprendizado. É assim que a gente aprende a ser gente. Lembrei-me agora de Marcelo Rubens Paiva. Grandes ensinamentos. E de Ronald Claver, que por meio de Pedro, ultrapassa os seus limites territoriais em busca de um sonho, mesmo que este fosse "apenas" sua própria história de amor. Há muito tempo que não tenho oportunidade de mergulhar nos livros, como eu fazia antes. Mas mudei o foco. Eu sempre mudo o foco. Algumas coisas nunca mudam, certo?

Além de ver o que minhas escolhas me proporcionaram, percebo ainda o quanto nós sempre somos obrigados a tomar decisões. Todos os dias. Sejam elas pequenas, como escolher entre uma banana e uma fatia de mamão no café da manhã, ou se colocarei a blusa branca ou o vestido florido para ir ao trabalho. Sejam elas grandes, como trancar um curso de graduação ou decidir entre namorar ou não alguém, ir morar no exterior ou recusar a coordenação de um grupo pelo qual se é apaixonado (a). Independente da situação, cada pequeno "prefiro esse" ou "melhor aquele" que dizemos durante o dia trará uma realidade única, que não poderá ser mudada. Está escolhido. Não há muito o que fazer com o "e SE eu tivesse feito aquilo, como seria?" A não ser que tivéssemos um viratempo, jamais saberemos. Então nos conformemos. E façamos aquilo que está no nosso coração. Se há arrependimento, a solução é simples: pedir perdão e seguir em frente. Ou não errar novamente. Acho que já saí do foco de novo. Melhor ir estudar.

Rotulagem nutricional, aí vamos nós! Porque, claro, eu escolhi ser nutricionista! o/

Um ótimo dia a todos (mesmo que eu saiba que só eu que vou ler isso aqui! ;D)

...novo design

Eu gosto do layout antigo, obrigada.

...sobre o esquecimento

Se não soubermos esquecer, o que era o resto mesmo? Nunca poderemos deixar a tristeza?
Minha memória recente anda ruim, então algo que li a pouco, já não lembro mais...

Mas acho que no fim, o que eles quiseram dizer é que existe a necessidade de esquecer por rancor ou então por falta de amor. E que cada uma delas leva a algo em nossas vidas. O rancor é um sentimento tão ruim, que a tristeza que ele traz te impede de seguir em frente. Você deixa de confiar nas pessoas, pára de se doar aos outros, é cético acima e sobre tudo. Ou, quando falta amor, a tristeza passa a habitar em ti, e tudo o que você faz perde a beleza, pois você estará vendo com olhos tristes. Não há nascer do sol, nem o barulho suave da chuva, ou a lua brilhando bonita no céu. Não há um sorriso recíproco, não vemos a oportunidade de um novo viver. E às vezes tudo está lá na sua frente, esperando apenas que você dê a mão, e siga seu caminho em busca de um novo viver.

Achei! O pensamento era esse:
Se não soubermos esquecer, nunca estaremos livres de tristeza.(Textos judaicos)

Deu pra entender, agora? =)

Daila B.

terça-feira, 10 de abril de 2012

...libertador

Vocês sabiam que escrever é liberta(dor)?

Eu sim, e já disse isso antes. Mas sempre é bom lembrar.

:D