Que loucura. Tudo é tão doido. Estamos fazendo parte da história. Nunca pensei que fosse me sentir assim.
Seis anos desde a última vez que olhei isso aqui. Tudo mudou tanto, e ao mesmo tempo continua igual. A cidade mudou. O trabalho mudou. A rotina mudou. A família mudou, mas agora está mais especial ainda. O amor mudou. Esse cresce, se transforma e transborda, a cada dia um pouco mais.
A minha cabeça continua pensando várias coisas ao mesmo tempo. Amadurecemos, mas nem por isso deixamos velhos hábitos. Engraçado, o sono mudou. Pra pior, certamente. Tudo é tão loucura que fico sem saber ao certo como reagir. Gente, faz três meses que o nosso mundo - chamado Brasil - mudou. O nosso mundo - chamado mundo, tem sofrido há mais tempo. Vidas se foram. Muitas pessoas especiais e maravilhosas, tenho certeza. Famílias sentem dor e choram. A fé às vezes parece falhar, mas é apenas o velho lapso do homem, de querer ver para crer. Isso não é necessário, mas nossa fragilidade por vezes deixa o medo tomar de conta. Choramos. Ficamos sem ânimo. Não conseguimos manter uma rotina. Os exercícios são daquele jeito: dia sim, mês não. Fizemos receitas. Ou seja, de alguma forma nos tornamos mais independentes. Aprendemos a fazer pedidos online e a lavar com água e sabão (ou álcool) tudo que atravessa a soleira da porta. Gastamos tempo com coisas antes irrelevantes, hoje, essenciais. Alguns costuram. Outros compram máscaras. Ficamos mais viciados ainda em internet. Outros não. Fazemos caligrafia, escrevemos cartas, lemos ou então nada disso. Tentamos algo diferente e, por incrível que pareça, conseguimos! O desconhecido é assustador, sabe. Mas vamos criando forças e coragem, e seguindo em frente. Os planos estão suspensos, sem saber ao certo pra onde ir. Esperar se torna algo extremamente importante e difícil, pois somos imediatistas, os seres mais impacientes e com um certo grau de estupidez para aquilo que deveria ser simples e leve. Nos aproximamos do "próximo". Conseguimos distinguir, de verdade, aquilo que é sincero, de coração. Valorizamos os nossos, como talvez nunca antes tenhamos valorizado. Comemoramos os pequenos milagres. Nos unimos em oração por todos e agradecemos a Deus por estarmos, de alguma forma meio doida, bem.
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terça-feira, 16 de junho de 2020
segunda-feira, 21 de maio de 2012
...dia-a-dia
Vendo minha irmã sair de casa, preocupada com possíveis assaltos (muito comuns na minha rua), eis que observo duas crianças, vindo da escola, carregando suas mochilas coloridas de rodinhas. Elas fazem o mesmo percurso que minha irmã. Sem um desvio sequer. E o primeiro pensamento que me vem à cabeça é: alguém que se diz ser humano teria coragem de fazer mal a seres tão inocentes quanto aquelas duas pequenas crianças conversadeiras??? Será que há ainda alguma salvação para os homens, afinal? Gosto de pensar que sim. E espero que todos os transeuntes cheguem em seus destinos sãos. E salvos.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
...sobre palavras presas
Às vezes, não acordamos em um dia bom. O sol brilha lindo no céu, mas não percebemos. As nuvens encobrem um pouco da luminosidade, e nos trazem um clima agradável e ameno, mas não notamos. Nossa mãe colocou uma dose a mais de amor em nosso café da manhã, mas vemos apenas que a xícara não estava em seu lugar habitual. O mundo está tão fantástico lá fora, entretanto, fechamos as portas de nosso coração para tamanha beleza. Nos sentimos tristes, destruídos, desanimados.
E, sabe, nesse momento horrível, Deus nos traz uma mão amiga que tenta segurar a nossa, e nos tirar da escuridão na qual nós mesmos nos colocamos. Entretanto, estamos tão recolhidos e perdidos em nosso próprio mundo que deixamos aquela ajuda querida passar... Não valorizamos, não abrimos nosso coração para essa pessoa que tanto nos ama, e só quer o nosso bem. Por vezes, até as tratamos mal. Aumentamos ainda mais fundo o buraco que estamos cavando. E a sensação que isso nos causa é angustiante. Porque gostaríamos muito de sair do poço sem fim que construímos para nós mesmos. Mas não sabemos como, não vemos horizonte nem motivo para continuar caminhando. Apenas imergimos em nossa solidão e tristeza, remoendo toda a dor e reavivando cada pedaço dela, para que possamos nos sentir cada vez mais piores.
E o que me doi, nesse sentido, e está engasgado em minha garganta é expressar o quão errado e destrutivo isso pode ser. Magoar outras pessoas que sempre estiveram lá para nós e que fazem de tudo para que não nos sintamos sozinhos é o ápice do nosso egoísmo. Somos humanos, portanto, pecadores, mas devemos sair desse mar de sofrimento em que nós mesmos nos colocamos, e olhar o próximo que tanto nos ama com ao menos um olhar de amor que ele espera que venha de nós. Sabe, ele não tem culpa de nosso sofrimento e só está lá para nos ajudar, de toda forma que ele puder. Mas temos que deixar, temos que abrir a porta de nossos corações. E isso estava preso em minha garganta. Porque não temos o direito de usar a nossa dor para tratar mal e criar uma dor em outro alguém que nos ama. E que dizemos amar.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
...histórias boas
Acabo de checar meu e-mail, e me deparo com essa história, sobre um assunto que já comentei várias vezes aqui: nossas escolhas.
Nunca acreditei em "coisas que acontecem por acaso", sou o tipo de pessoa que acredita que para tudo há um propósito, sempre fui adepta de que nós passamos por todas as situações próprias de nossa vida para aprendermos e sermos úteis.
Tudo acontece tal qual a razão para a existência do horizonte, vocês sabiam?
E o horizonte existe para que jamais deixemos de caminhar, aprendi um dia desses...
Eis aí o belo texto que recebi, vale a pena ler:
ESCOLHAS...
"Luis é o tipo de cara que você gostaria de conhecer".
"Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer".
Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:
"Ah.. Se melhorar, estraga".
Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes.
Ele era um motivador nato.
Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.
Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:
"Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo".
"Como faz isso" ?
Ele me respondeu:
"A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo:
Luis, você tem duas escolhas hoje:
Pode ficar de bom humor ou de mau humor.
Eu escolho ficar de bom humor".
Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido.
Eu escolho aprender algo.
Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.
"Certo, mas não é fácil - argumentei".
É fácil sim, disse-me Luis.
É fácil sim, disse-me Luis.
A vida é feita de escolhas.
Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha.
Você escolhe como reagir às situações.
Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor.
É sua a escolha de como viver sua vida.
Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha.
Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã.
Foi rendido por assaltantes.
Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo.
Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.
Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital..
Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.
Encontrei Luis mais ou menos por acaso.
Quando lhe perguntei como estava, respondeu:
"Se melhorar, estraga".
Contou-me o que havia acontecido perguntando:
"Quer ver minhas cicatrizes"?
Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.
A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu.
Então, deitado no chão, ensanguentado, lembrei que tinha duas escolhas:
"Poderia viver ou morrer".
"Escolhi viver"!
Você não estava com medo? Perguntei.
"Os para-médicos foram ótimos".
"Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom".
"Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado".
Em seus lábios eu lia:
"Esse aí já era".
Decidi então que tinha que fazer algo.
O que fez? Perguntei.
Bem.. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas.
Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa.
Eu respondi: "sim".
Todos pararam para ouvir a minha resposta.
Tomei fôlego e gritei:
"Sou alérgico a balas"!
Entre risadas lhes disse:
"Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um morto".
Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos... mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira.
E com isso, aprendi que todos os dias, não importa como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente.
Afinal de contas,
"ATITUDE É TUDO".
Um dia maravilhoso a todos.
Faça boas escolhas.
;D
;D
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